podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
19 de Julho de 2011

Há muito que não escrevia no meu blog... mas voltei... espero que a tempo de vos apanhar e vos cativar com palavras, e outros sentidos...

Aqui fica mais um testemunho, para o mundo...

 

vens com os pés descalços

sozinhos da alma de um trapo

os teus passos estão despidos

sente-se a firme ausencia dos teus sentidos

não consigo ver-te na sombra

apenas sinto teus dedos

toque ancestral dos pensamentos

vens como a noite

cais na lizura do tempo

quem te vê apenas sabe do silêncio

sem a formosa palavra

que te chama e te aclama

vens pela rua sem nome

onde me perdi com a memória

passado afogado em lágrimas

rude caminho de urtigas

não me tragas a frase sem voz

não quero sentir

nem mesmo ler, ou ouvir

quero esqueçer o que trazes

quero que fiques no teu vazio

com a força da minha ignorância

mas sem o poder do meu saber

assim quero voltar

para onde os braços me acolhem

e posso de novo saborear

o doce gosto do escrever...

publicado por opoderdapalavra às 15:10
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