podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
25 de Março de 2009

 

 

 

Este lugar dá pelo nome de Portugal.

Um pais tem um nome pela sua identidade, como individuo único. Somos parte integrante desse nome. Somos parte responsável pela manutenção desse nome. Não podemos fugir dele. Um braço também não se ausenta das suas responsabilidades no corpo. Mas penso que este pais precisa de algo mais. A nossa sociedade tem vindo a revelar-se culturalmente fraca no sentido do estado de espírito, na procura pelo conhecimento, na vontade de acreditar, de mudar, de participar ativamente na construção de um pais de todos e para todos. Facto é que existe uma facção destrutiva nesta sociedade. A política. Não a verdadeira, mas a que é feita pelo jogo dos interesses, pela obscura maneira de criar elites, grupos de lobbies e acima de tudo, o aproveitamento e o abuso do poder. Não temos sido capazes de conseguir mudar, alterar o rumo da história, para que possamos ter direito à Verdadeira política, que existe em Portugal, apenas não tem ainda a expressão que merece. Mas esta falsa política é também o resultado da falta de cultura, de ideias, de responsabilidade de todos, e digo mesmo, de todos nós. Porque todos somos parte deste lugar. A nossa sociedade habituou-se à filosofia da preguiça de pensamento. Alguém pensa por nós, alguém toma as decisões por nós, alguém vai dizer-nos o que fazer, alguém vai-nos mostrar o caminho. Não queremos pensar, julgar construtivamente. Somos um povo critico, destrutivo no espírito, negativo na alma, depressivo nas atitudes. Mas somos o mesmo povo, a mesma história da árvore de Afonso Henriques. Então, onde está essa forma de actuar? Onde escondemos essa coragem de participar? Onde estão os valores acrescentados deste pais à beira mar plantado?

Faltam-nos princípios básicos de desenvolvimento mental: a confiança, a seriedade e a verdade. Os patrões à portuguesa acham que liderança é poder! Eu sou patrão, eu decido e tu fazes. Mas enquanto fazes eu vou espiar-te. Responsabilidade? Não, eu quero é lucro e não acredito em ti.

Os nossos governantes pensam que poder é nunca sair de lá.

Mas, sabem, somos nós que os colocamos lá. Somos nós que deixamos nas mãos daqueles que se sentam na Assembléia da Republica, as decisões sobre tudo o que se passa neste pais. Então, e agora? Temos ou não responsabilidades? Temos ou não responsabilidades na forma como os patrões vem a liderança? Sim, porque o exemplo vem de todos para todos, e se os governantes usam e abusam do poder, sem se preocuparem em liderar na realidade ( fazendo acreditar os seguidores que é possível chegarmos mais longe, melhor, mais fortes), então os patrões acham que a liderança é a falta de confiança, de seriedade, de verdade. E confunde-se na confiança fiscalização (termo que serve para regular) com perseguição ( termo que serve para controlar).

Outro aspecto tem a ver com o negativo. Estamos em crise. Desemprego. Falta de dinheiro. Má distribuição da riqueza. Pobreza. Violência. Mortes. Insegurança.

Pois, as noticias, os debates neste momento são sempre sobre o mesmo tema. A desgraça da crise! Sabem, a comunicação social é um tubarão que procura o sangue que melhor se adequar às necessidades de quem a vê. E pelos vistos as pessoas gostam mesmo é de ver a desgraça dos outros, a pobreza de espírito dos outros... é fácil ver no olho do outro o mosquito que incomoda o nosso. Pois, e não acontece apenas aos outros.

Mas podemos começar a inverter tudo isto. Como publiquei aqui há uns dias, o texto de Eduardo Prado Coelho, tudo começa em nós aceitarmos a nossa responsabilidade individual em tudo o que se está a passar. Depois na reflexão profunda sobre os factores que desencadearam e que são o motivo de tudo. Por fim escrever nas páginas da nossa memória, a lição. Será essa lição que nunca mais esqueceremos, que nunca mais vamos deixar de recordar, para assim nos tornarmos mais fortes, mais unidos, mais capazes. Tudo isto acreditando nas bases: CONFIANÇA, SERIEDADE, VERDADE!

E nunca esquecer do nome deste local... que é o nosso nome: PORTUGAL! Assim é que se faz uma revolução. Assim é que se evolui. Assim é que se acredita. Assim é que temos um povo, uma cultura, uma sociedade mais forte. E digo-vos, eu acredito que somos capazes, que vocês, eu, eles, todos, somos capazes.

Forte abraço.

 

Nota: Posso ser confundido com certos nacionalistas, baseados no extremismo nacional... mas não sou extremista nem radical. Eu gosto é desta terra, admiro-a, defendo-a como meu lar, admiro a nossa história, a nossa riqueza natural e humana. Respeito as ideias construtivas e abomino as destrutivas. Sou a favor da igualdade, do direito à humanidade, pelo respeito de todos e para todos os que queiram viver socialmente fortes e socialmente humanos. Defendo que esta terra é parte integrante de um Mundo em que não somos nada sem ele e ele não é nada sem nós...bem, se isto é ser nacionalista, eu sou, logo um cidadão do Mundo, mas acima de tudo sou um português de liberdade, mas da verdadeira... também não existe outra, acreditem.

 

publicado por opoderdapalavra às 23:07
Sim Eu também sou um nacionalista...acredito neste País enquanto espaço geográfico e cutural. Estou de acordo consigo. O mal deste País são as pessoas que nele habitam. Quero no entanto demonstrar o meu profundo descontentamento ao ter necessidade de exprimir isto mesmo, visto que para mim esta é a realidade. Obrigado por escreverem isto...
Anónimo a 25 de Março de 2009 às 23:38
A nossa História tem fases gloriosas e tem outras miseráveis. O exemplo de coragem e altruísmo, de patriotismo e fé já foi visto, em várias ocasiões, nesta Terra mística que tanto amamos.Como ex. da primeira podemos relembrar a crise de 1380-1385. O cenário era o de crise, tal como hoje, económica, política, de falta de esperança, de angústia...e aconteceu um milagre. Como ex. da segunda podemos lembrar o que aconteceu em 1580. O nosso rei cai (?) em batalha e eis que nesse momento emerge da escuridão uma classe de homens ( com nome conhecido) covarde e parasita que nos irá governar até aos dias de hoje. Nenhum cavaleiro poderia ter visto o seu rei em perigo sem o defender, mesmo com a própria vida se necessário fosse. Mas o que aconteceu foi que esta corja de covardes e parasitas salvou a SUA pele e desgraçou-nos por tempos que deverão estar para acabar. Para justificar o regresso sem o rei, e porque ninguém aceitaria actos de covardia e egoísmo, disseram que ele havia desaparecido e que haveria de voltar num dia de nevoeiro. E foram estes covardes e os seus descendentes que nos governaram até hoje.Quando a moléstia tem esta dimensão, não há mecanismo social ou político que os permita derrubar ( porque foram eles que os urdiram todos, inclusive os "democráticos" ao longo dos últimos 500 anos) para que a nossa participação seja sempre uma farsa. Pense no que quiser, desde Fátima ao futebol, do mapa cor de rosa até à República, de golpes militares de esquerda e de direita, passando por todas as "revoluções" que por cá já passaram, digo-vos, estes descendentes dos covardes e antipatriotas são como os vírus, transvestem-se e dobram-se quais vermes sem espinha, alteram sua côr e vestes,o seu credo e a sua fé se tal for necessário para manter o stato quo
Eurico a 26 de Março de 2009 às 11:09
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