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17 de Junho de 2008

 NOTICIA DE ULTIMA HORA

 

Acabam de entrar em greve Nacional os incendiários de Portugal. Estes trabalhadores temporários, que passam os verões a destruir a floresta Nacional, paralisaram hoje, contra, o que dizem ser “ uma vergonha” política, os aumentos sucessivos dos combustíveis. Exigem do governo medidas imediatas. Transcrevemos agora o seu manifesto:

 

- O SPIFMeAQ ( Sindicato Português Incendiários de Florestas Matas e Algumas Quintas ) vem protestar contra o aumento excessivo dos combustíveis. Assim é difícil podermos trabalhar, pois já não temos dinheiro para comprar um barril de gasolina com vista a destruir mais do que 100 000 hectares de mata. É que todo o terreno abaixo desta medida dá prejuízo e os industriais das madeiras não estão interessados.

- Assim, achamos que o governo deve tomar medidas imediatas para travar esta greve que irá paralisar todos os fogos que lavram neste momento. Não nos responsabilizamos pela ausência dos mesmos. Não queremos que nos peçam indeminizações algumas por não trabalharmos. Mas estão em risco cerca de 500 postos de trabalho. Os incendiários não recebem o suficiente para comprar a gasolina para atear os fogos. Assim, exigimos:

            1. Acesso à gasolina Industrial

            2. Possibilidade de descontarmos para a segurança social, e recebermos a reforma por completo, e mais umas distinções de mérito Nacional.

            3. Queremos ter subsidio de alimentação, pois isto de deitar fogos abre o apetite.

            4. Exigimos sempre a presença do INEM no momento de atear o fogo, pois só no ano passado, 35 incendiários queimaram-se no momento de deitar o fogo.

            5. Queremos ainda um subsidio de risco, para as nossas famílias poderem ter um sustento sempre que vamos presos. E um subsidio de incapacidade, para que sempre que estejamos enjaulados, possamos sair de imediato por uma doidice qualquer.

 

 

Mas, no seguimento desta paralisação, o Primeiro Ministro não quer comentar o facto de o pais estar a sofrer já as consequências da greve dos incendiários. São os senhores das mangueiras que estão a pedir subsídios para os prejuízos com a fraca venda das mesmas. São os homens dos extintores que não conseguem vender nem os que estão já fora de prazo. São os Bombeiros que não podem sair para o combate aos fogos, e logo vários postos de trabalho estão em risco. E o Sindicato dos Bombeiros já prevê que, se esta situação se mantiver, serão diversas as famílias de bombeiros que não terão nada para comer, visto que o subsidio das ambulâncias também já não cobra as despesas.

E há os industrias da madeira, que tem as máquinas prontas a irem cortar as árvores queimadas, e não podem sair dos parques , porque não há fogos. Assim como meia dúzia de empreiteiros, desejosos de queimar alguns hectares de mata para empreendimentos de luxo, não podem avançar com as obras de saneamento. E chegou ainda a noticia de que alguns Betinhos do Jet-Set estão com birra, pois queriam deitar fogo ao pinhal de Leiria para construírem 4 campos de golfe e não podem.

Até o ministro da Administração Interna já pede a intervenção do Presidente da Republica, pois tem vários aviões alugados a paises de leste que não podem levantar vôo das bases aéreas pela inexistência de fogos.

Resumindo, o pais parou. Os incendiários, dizem, estão já a conseguir o seu primeiro objectivo, o de fazerem parar a economia interna. Enfim, é caso para refletirmos, o que será do nosso PIB se esta paralisação continuar? E o défice irá aumentar? Pois mais subsídios vão aparecer.

Antes ainda de terminarmos esta noticia, soube-se que a UE está a pensar já multar o Estado Português, pelo facto de as previsões actuais da OCDE para Portugal irem ser, este ano, abaixo do crescimento europeu. Pois prevê-se, com esta greve, apenas 20 000 incêndios, contra os 150 000 do ano passado. A media Européia para este ano prevê-se que seja de 110 000 incêndios. No resto do Mundo a previsão é de Trinta milhões de fogos. Só na China e com os Jogos Olímpicos, tochas e outras mais, será de 10 milhões.

Na opinião do Prof. Dr. Mestrado Licenciado Fumaça Ardente, se o governo não intervir o mais rápido possível, iremos entrar num colapso da economia nacional que poderá ser irreversível, isto para não falar das metas de destruição ambiental, segundo o acordo de Lisboa, que assim não iremos atingir.

E assim vai este Pais à beira-mar Plantado. 

publicado por opoderdapalavra às 23:59

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