podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
22 de Abril de 2015

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Hoje não. Hoje não te vou estar grato por existires, ou fazer alguma coisa que possa mudar a minha atitude para contigo. Hoje não me peças. Porque? Os Homens, esses mesmo que todos os dias não querem saber de ti, que inventam todas as desculpas para te evitar e assim te destruir ainda mais e mais...os mesmos que não querem saber se as tuas árvores tem vida, se as tuas flores podem ser o brilho de um dos teus momentos mais belos, se as tuas pedras tem sentimentos e sentem o que lhes fazem, se a tua terra é pura e dela pode vir a vida na sua essência...os mesmos que inundam os teus oceanos, rios, ribeiros, com lixo e lixo inesgotável...esses que não querem saber se tens ou não recursos inesgotáveis, existes é para os servir e não o contrário, os mesmos que matam os teus filhos, todos eles, desde o mais microscopico até ao mais marcante na sua forma, que agora até te abandonam para que outros planetas possam ser destruídos como tu...esses mesmos inventaram um dia em tua Honra. Um dia. Temos 365 dias num ano, nesse tempo que os homens inventaram, mas apenas num dia o teu nome é proferido, pelos confins do egoísmo. É no Facebook, blogs, jornais, televisões... São associações que dizem defender-te, são pessoas que se dizem moralmente capazes de dizerem que querem o melhor para ti, são governos que aparecem a plantarem uma planta que logo é queimada... Sabes que eu não sou o teu filho perfeito. Não quero ser. Porque perfeita és tu, em todo o teu esplendor. Sabes que faço-te mal também, que abuso dos teus recursos. Mas sabes que te peço desculpa, que não é altruísta esta minha atitude, mas é uma vontade de te amar a forma como te trago no coração. Se os homens pudessem falar contigo, escutar toda a sabedoria que tens para partilhar connosco. Todos os dias. Ainda ontem, quando falava com um dos teus eucaliptos, abraçava-o e dava-lhe o pouco amor que tinha para lhe dar. Pouco, porque é sempre pouco o que te posso dar, perante aquilo que me ofereces. E falava com ele, desabafava o que na minha alma vai explodindo. Ele escutou-me e falou-me com ponderação e sabedoria. As suas raízes são puras e honestas. O seu tronco verdadeiro e os seus ramos honestos. Como tu. Hoje muitos irão colocar gostos, comentários a defender-te, palavras que retiram do baú dos seus ecos para dizerem "eu sou um exemplo, eu sempre amei a terra mãe"... Quando ninguém, humano, ainda conseguiu ser teu filho de verdade. Porque na verdade, para ti não existe justiça ou injustiça, existe apenas a essência da existência, da renovação constante, de um Amor por tudo inigualável. E inventa-se um dia para ti. Apagam-se luzes, separa-se lixo, fazem-se orações, dizem-se palavras de gratidão, discursos de ligação energética, e depois...dia seguinte, piloto automático que "a Vida continua"... Pois, numa coisa tem razão, a Vida continua, sempre, como Tu, Terra Mãe, Vida em Vida, que vais sempre continuar, assim, sem dias ou noites, sem horas ou meses necessários para que tu saibas quem de facto és, como és e o que és...algo que os Homens a quem pertenço, inventamos dias para nós lembrarmos-nos do que de facto andamos à procura... De nós próprios! Ainda inventaremos o dia do Humano, para tentarmos recordar que somos teus e não o contrário. Até amanhã Mãe. Um beijo deste teu filho que te Ama, mesmo que não da melhor forma, mas todos os dias e sem te pedir nada em troca.

publicado por opoderdapalavra às 11:51
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