podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
17 de Novembro de 2013

 

 

 

 

Venho de longe.

Venho de onde a linha encontra os olhos

Os mesmos que veem para lá da alma

Onde tudo se sente e nada se ultrapassa

Venho de onde as nuvens se perdem

O céu fica sozinho, azul na sua melancolia

E os pássaros se deixam ir pelo vento do sul

Venho de onde o sol se esconde

Ou se mostra consoante a sua vontade

Ou da bola que gira no silencio da constelação

Venho de onde tudo se esqueceu

Sitio de palavras perdidas e nunca ditas

Imagens que não nascem e ficam embriões

Venho de onde a utopia caminha

Como se o sonho fosse um mero vocábulo

E nunca o sentimento de que tudo se pensa

Venho cansado, sem corpo que resista ao trilho

Procuro o retiro que me esconda

Me absorva a razão e a leve para longe

Onde possa ficar omitida

E assim apenas me lembrar que vim de longe

De onde o mar se abraça com a vontade de voar.

publicado por opoderdapalavra às 22:08
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