podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
15 de Novembro de 2012

 

 

 

e se na penumbra daquela manhã, acordando com o doce ruido dos passaros, pudesse afinal avistar-te, acordando por detrás daqueles montes que desenham o horizonte lá longe, onde apenas o céu se expande. sei que me dirias bom dia, ou apenas ficavas no silencio do olhar singelo desta tua amada, que vem sempre ver-te chegar. ontem, quando te deitaste, fiquei tão só que me parti em dois, corpos que se estenderam pelos longos lençois, revisitando-se pelo encontro dos dedos na pele, dos lábios que arrepiavam caminhos mais intimos, fiquei assim encoberta pelo corpo que não era meu, mas que me adoçicava a saudade de te ver. pudesses tu ver, e ficarias levemente aguçado pelo ciume de não me ter. mas assim se faz os dias, vens com o teu ar sobranceiro, ergues-te com o teu poder de braseiro, e deitas-te, largando-me na escuridão, sem que pelo menos o ultimo beijo, me pertença.

publicado por opoderdapalavra às 00:08
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