podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
04 de Novembro de 2012

Era um jovem que estudara toda a espécie de livros e indagara sobre as mais diversas filosofias. Não encontrava o sentido da existência. Embora o seu mentor lhe tivesse dito que a razão não era suficiente e que a filosofia, sem meditação e sem uma mudança nas atitudes, eram letra morta, o jovem perdia-se em abstracções metafisicas e recusava-se a fazer as práticas espirituais. Continuava a acreditar que podia resolver tudo mediante a análise filosófica e a investigação intelectual. Certo dia, atormentado, foi visitar o seu mentor e perguntou-lhe:

- A vida faz algum sentido?

O mestre respondeu-lhe:

- As acácias ficam vermelhas, as nuvens tingem-se de verde e os rios são de leite.

- Mas eu perguntei-lhe se a vida faz algum sentido?

- A chuva cai para cima, os olhos falam, os lábios olham, o sal sabe a doce e a rosa cheira a bosta de vaca.

Irritado, o jovem gritou:

- Tudo o que dizes é um sem-sentido!

O mestre respondeu:

- Enquanto não percebes os sem-sentidos, não poderás compreender o sentido.

 

Conto oriental, in Os melhores contos espirituais do oriente de Ramiro Calle

publicado por opoderdapalavra às 23:16
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