podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
10 de Outubro de 2012

 

 

 

Gostava de saber como se desenha o teu corpo,

em queda, na queda de uma asa que se fecha

será como um pedaço de papel que desliza o vento?

Ou serás apenas uma ilusão em simulação de um voo?

Gostava de te ver no serão de uma noite de verão,

como se enrola o teu sonho de arrepiares o céu,

com o silencio que espalhas pelo vidrar das estrelas,

e sem notarmos, estás por ali, algures na sombra da árvore.

Gostava de poder subir e cair assim como tu,

Sem o pudor corrosivo do receio vadio,

E deixar-me ir contigo, sem olhar as costas do meu pensar,

Para longe, para onde o mar possa abraçar o céu,

E deixar-me estar contigo, nas sombras ou apenas no galho de um lugar

Qualquer…

publicado por opoderdapalavra às 21:16
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