podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
08 de Maio de 2012

 

 

 

Dois homens encontram-se no acaso de um lugar. Sem se conhecerem, cruzam-se, nem se tocam. Não sabem que o outro existe, quanto mais o seu nome, a sua identidade. E de seguida, encontram mais dois homens, que também se cruzam, sem se conhecerem. Serão agora mais quatro homens, que no acaso de um lugar, ligam-se sem saberem que os outros existem, quanto mais pensarem que tem um olhar, pensamentos, ideias e acções. E com estes quatro homens, mais dois homens se cruzam, no desencontro do conhecido, porque apenas não se tocam, agora que são seis homens, que não se conhecem, sem saberem da existência dos outros, se tem mulheres, filhos, emprego ou mesmo uma dor, simples, mas que doa e só remoa. Muitos mais homens se cruzaram naquele lugar, no acaso do momento, sem se conhecerem, sem saberem que os outros todos, por mais milhares, milhões e infinitos que sejam, possam existir, mas no entanto todos eles cruzam-se com outros que desconhecem, mas que estão ligados, pelo lugar, pelo ar, pela luz, dia ou mesmo noite, enfim, cruzam-se pelo acaso, no acaso que os caminhos levaram.

Existem 7 mil milhões de habitantes no planeta. 7 mil milhões de pessoas, numero que se cruza no sentido do tempo, pois com 7 mil milhões de passos, daríamos a volta ao planeta, 133 vezes.

Juntamos os 7 mil milhões que somos, uns ao lado dos outros, e abraçaríamos a cidade de Los Angeles.

Todos os dias nasce o sol em parte e adormece a noite na outra parte, mas no mesmo momento, no mesmo segundo em que tudo decorre, nascem 5 pessoas e morrem 2, e milhões ligam-se entre si, muitos deles, a maioria deles, sem saberem que ficam cada vez mais ligados uns aos outros.

Todos os dias, fios são conectados entre vidas, momentaneamente ou eternamente, fracções, com palavras ou silêncios que nos levam a abstrair do sentido, do significado, de olhos fechados que não vêem, e assim não captam a mensagem, a razão, a tal resposta, em que se percorre vidas em busca da explicação.

publicado por opoderdapalavra às 22:48
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