podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
04 de Janeiro de 2012

 

 

E chega mais um ano. Este será recheado de acontecimentos. Desde a austeridade, passando pelas contestações, até mesmo às teorias do fim do mundo. Vai haver de tudo um pouco durante este ano. As televisões vão estar a trabalhar 24 sob 24 horas, assim como os jornais e revistas, pois o sangue está derramado, e há que o filmar, escrever ou fotografar, in loco, sem preconceitos e sem pudores. O povo quer, o povo terá, a desgraça estará na rua, o vazio no pensamento. Mas entramos num ano de oportunidades. A principal é a da reflexão. A segunda da mudança. A terceira é a da partilha. É tempo de reflectir sobre a situação a que chegamos. Saturamos a nossa existência com o tempo material. “Tempo é dinheiro” é o lema dos tempos modernos, onde o material, o abismo da procura incessante de construção da imagem exterior é uma espiral vazia de conceitos humanistas, deteriorando o pensamento, a filos , a gnose. O cifrão é a identificação de cada um, se não tiveres a sorte de valeres algo, logo não existes. É tempo de mudar, alterar a rota, o caminho. É preciso olhar para dentro, ver o poço de cada um e escavar, procurando a água que o vai preencher de facto. As respostas estão todas dentro de cada um. Ai, sim, a riqueza, onde a pureza da essência humanista de cada um pode revelar, de facto, o que podemos valer, o que podemos fazer e como podemos faze-lo. Ai começa a mudança do mundo, primeiro, com a mudança do mundo de cada um. É tempo de partilhar essa mudança, essa nova visão, esse novo caminho. As respostas que encontramos dentro de nós, deverão ser partilhadas com o universo, com o todo, para que juntos possamos transformar o presente, e assim, definitivamente, construir um futuro digno de todo o universo. É tempo de deixarmos entrar a voz do coração e abandonarmos a voz da ganância, do poder, do egoísmo. Se não fizermos algo, quem não despertar, vai afundar-se ainda mais no seu próprio vazio... e só não acorda quem não quer... a crise, as cinzas são sempre a melhor oportunidade para crescer, para aprender, para construir e transformar. Muito se fez nos pós-guerras... bem, acho que estamos numa situação idêntica, só que desta vez a guerra deu-se e nós nem sentimos as balas... mas elas abriram imensas feridas, algumas são difíceis de sarar... agora é tempo de nos erguermos e voltarmos a andar. A guerra foi a Grande Guerra do Vazio... dentro de cada um, do esvaziar de conceitos, idéias, filosofias humanistas e existenciais. Caímos para nos podermos erguer. Bom 2012... Bom Despertar.

publicado por opoderdapalavra às 00:03
A propósito: voltei à leitura daquele livro que me aconselhaste e comprei e li há tempos, lembras-te?
Beijos.
Filoxera a 4 de Janeiro de 2012 às 19:46
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