podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
04 de Abril de 2011

 

 

 

Confesso que não sou um grande amante da leitura de “Thrillers”.

Mas quando tive a felicidade de ler o ultimo livro do Luis Miguel Rocha “ A Mentira Sagrada” fiquei curioso, com uma espécie de sensação mergulhada no ventre de uma qualquer das múltiplas personagens que o Luis nos oferece, não gratuitamente, mas inteligentemente, e fui viajando pelas frases, pelos capítulos, por vezes escondendo-me para que nenhum dos “maus da fita” me vissem ( pois não seria muito agradável), ou que outros não se distraíssem das investigações em que estavam concentrados.

De facto, e eu sempre fui aberto a novas experiências, não podemos pensar que nunca vamos mudar de opiniões. Confesso que não gostei muito da experiência de ler “O Código Da Vinci”, pois pareceu-me sempre uma escrita previsível, uma espécie de formula mágica, em que não se pode sair dessas linhas ou então já não se sabe escrever. O que me surpreende, e que eu gosto, na escrita do Luis, é que ele tem a sua assinatura no seu formato de escrita, como todos nós autores, mas mostra ser muito criativo e versátil no conto, na condução do leitor pela história. E isso sem nenhuma formula mágica, de forma simples e sincera para quem lê.

“ A Mentira Sagrada” fala-nos de um mistério que atravessa os séculos. Quem foi afinal Jesus? Será que ele foi quem a Igreja Católica diz ter sido?  Terá sido mesmo crucificado?

E tudo começa com uma carta. Reescrevo um excerto, não do Luis, mas que está no inicio deste livro...

“ Instruam todos os confidentes para que vo-lo apresentem na primeira noite de cada eleição. Que a sua leitura seja o primeiro acto oficial de todos os herdeiros de Pedro. É de importância vital que tomem agnição deste segredo. Guardem-no em local esconso e não permitam que seja lido por mais alguém. Qualquer quebra neste ritual, nos próximos séculos, poderá significar o fim da nossa tão bem amada e estimada Igreja.

                                                Clemente VII, 17 de Junho de 1530”

 

Este é o mote deste livro. O Papa Bento XVI toma posse e é-lhe entregue uma carta. Um escrito que passa de Papado em Papado e só o Sumo Pontifício pode ler.

E depois existe um manuscrito secreto na mãos de um milionário Israelita, Ben Isaac, que encerra muitos segredos, demasiados, um Evangelho.

A minha personagem preferida é Rafael. Um agente do Vaticano que é enviado para analisar e investigar o Evangelho. Gosto da sua fé, quase imperturbável, mas que se torna demasiado frágil com a Verdade, esse “Monstro” que nenhuma Igreja gosta muito.

Em certa parte do livro está escrito:

“ Eu não sou filho de Deus, mas sei o caminho para Ele.

                        Evangelho de Jesus”

 

Acho que devem ler, pois trata-se de um livro apaixonante, muito bem construído e onde se vão sentir, como já o disse, parte de uma história que vai obrigar-vos a questionarem-se sobre as vossas próprias crenças.

O Luis é de facto versátil, depois de um livro como “A Virgem”, deu-me agora o prazer de ler este “A Mentira Sagrada” que revela uma astúcia e um caráter de escrita únicos.

O Vaticano?

Não sei, mas quanto à minha fé, ela apenas é uma circunstância da minha existência, quanto à vossa, depois de lerem este livro, talvez passe a ser um defeito da vossa personalidade.

Já está à venda e é para lerem.

 

 

 

publicado por opoderdapalavra às 23:41
O que mais me chama a atenção, neste livro, são os inperdoaveis erros históricos. Mas, não vou entrar em detalhes sobre uma tolice dessas, sobre o autor já pesa o meu \"anathema sit\". Outro dado, interessante é ver o quanto a Igreja Católica mexe com a imaginação destes pobres infelizes. Eu me pergunto: \" quando estes autores deixaram de atacar a Igrejo\". E a resposta vem de seu divino fundador: \"no mundo SEMPRE tereis aflições\". Curioso é que um suposto segredo guardado a sete chaves pela Igreja, é tão secreto que todo mundo sabe, menos os ídiotas anticlericais, que vivem fazendo hipóteses malucas sobre o que recusam conhecer. Queres conhecer o segredo da Igreja? Entrai nela, não ficai a jugando somente pela fachada. Bom, saber que no fundo o triste incrédulo autor do livre sente um profundo desejo de conhecer a Igreja. Tristo, porém, saber que por orgulho, reprime este desejo, e se perde em devaneios!
Erick Veuster a 31 de Maio de 2014 às 05:11
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