podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
15 de Novembro de 2010

 

 

O tempo cai sobre o céu que escurece o horizonte

Tenho a fé no olhar, esse sentido que afaga a dor dessa ausência, dessa partida sem aviso qual seria a sensação de poder acatar a ordem da vida, essa mesma que teimo em desobedecer, em continuo pensamento de que poderei regressar à casa

Essa habitação onde o conforto de uns braços, simplicidade de um acto, de um vivo arbítrio de escolha sem o pudor do julgamento

Esse segundo em que sentia a presença do fôlego, respirar intenso de amar

Nunca pensei vir a saudade, o clímax de não ver, cego momento em que deixo de tocar, porque partes, não no findo sustento da morte, mas no fino fio de virares a esquina do teu rumo, e desapareceres naquela tarde em que pensei apenas ser eterna, mas fugiu-me entre os dedos

Letras que contei como menino traquina em sopa banhado, sem querer encontrar o nome desse lugar distante, onde te escondes, onde aprumas o teu sentido

Sou apenas o vento que corre por este adormecer do dia, sopro em teu ventre, que se expande como península em  mar dentro, oceano que amarras em teu corpo

Quero-te tanto, viver a tua forma, beijá-la com o ardor de um sequioso instante, esse mesmo em que penetro-te com a lívida paz de um sentimento

Vem para meus braços

Faz silencio

Deixa o som perder-se nos cantos do inferno, e lá morrer, para que as palavras que a tua despedida porem possam trazer, nunca cheguem, e assim tu estarás sempre aqui, deitada, serena como a pena que esta existência minha carrega, aqui ficarás, sempre em minha alma, vivendo este tempo que caiu e não trouxe mais a noite

Escuridão que ficou onde os teus olhos adormeceram

Tu nasceste

E agora

Aqui

És princesa

Coração

Meu

Que te ama

Sempre

Em todo o teu ser.

publicado por opoderdapalavra às 20:25
O amor é para sempre. Enquanto se vive esse amor.
Mas podemos eternizá-lo. Poema de amor e saudade, parecia ouvir pequenos excerto de canções da Mafalda Veiga enquanto o lia.
Muito intenso. Lindo.
Filoxera a 15 de Novembro de 2010 às 22:55
Como o entendo amigo! O meu Carlos também me fez o mesmo...sinto-me desalmada...nunca o esquecerei! Esperança
Anónimo a 25 de Novembro de 2010 às 11:47
Como o entendo amigo! O meu Carlos também me fez o mesmo...sinto-me desalmada...nunca o esquecerei! Esperança
Apaixonada a 25 de Novembro de 2010 às 11:50
Como o entendo amigo! O meu Carlos também me fez o mesmo...sinto-me desalmada...nunca o esquecerei! Esperança
Apaixonada a 25 de Novembro de 2010 às 11:52
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