podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
05 de Agosto de 2010

Num livro, que recomendo, chamado “Um Mundo Novo” de Eckhart Tolle, li que o ego é o pensamento e o nosso Eu Superior, ou seja quem somos realmente, é a consciência. Depois de algumas reflexões, chego à conclusão que de facto os nossos pensamentos são apenas o nosso lado egoico a produzir uma série de ideias, a fluir conceitos em que nos tornamos simplesmente o quase ser perfeito, até no negativo. Neste livro, o autor fala que o ego é feito de queixumes, em que se queixa de tudo, de tudo se vitimiza, em que só sabe falar do que já viveu, da forma como viveu, do que lhe fazem, da critica fácil, etc. Tudo em prol do centro, a pessoa em si. Mas a libertação, o principio da libertação do ego, esse lado tão altruísta e destrutivo do Homem, está em tomarmos consciência do nosso ego, em termos a certeza que ele existe em nós e quais são as suas  manifestações. De facto, eu tomei já algum tempo atrás consciência que tenho um ego, um lado egoísta, um lado em que gosto de pensar que talvez seja vitima de algumas coisas e atitudes de pessoas. Mas desde esse tomar de consciência que venho erradicando muito dessa egoica forma de ser.

Nos nossos dias olhamos em volta e descobrimos que as pessoas estão mergulhadas, cada vez mais, num manto sombrio de tristeza, em que se queixam de tudo e de todos, em que se defendem com o passado, esse passado que de nada serve, pois já nada se muda, apenas se pode aprender e apreender com ele. As pessoas procuram respostas à sua tristeza em frases, em livros, na escuta activa dos outros, enfim, elas procuram as respostas fora delas, quando as respostas, o caminho, está dentro delas. Eu leio os livros, como este que referi, porque adoro ler e porque as opiniões, os pontos de vista dos outros são fundamentais para podermos partilhar a vida, esse conceito tão vasto quanto a essência global. Eu gosto de procurar as ideias dos outros, mas não procurar nelas as respostas às perguntas que só a mim são colocadas.

Parei. Tomei consciência. Parei e comecei a sentir-me, a ver que sou mais do que o pensamento em si. Sou vida, e tenho vida em mim. Este é o principio da consciência. Pararmos e começarmos a observamo-nos. Fechem os olhos e comecem a sentir a vida que as vossas mãos tem, os vossos pés, e vão descobrindo-vos aos poucos e tomando consciência de tudo. Não se queixem, apenas descubram e tomem consciência.

(continua)

publicado por opoderdapalavra às 23:48
Muito no sentido das nossas conversas.
Não encontrei o livro. Proponho uma troca: emprestas-me este enquanto eu te empresto outro. Boa?
Filoxera a 7 de Agosto de 2010 às 12:14
Ainda nao li esse livro mas pelo comentário que fazes tenho a certeza que nao vou morrer sem o ler. Bem hajas e continua assim amigo. Boas férias
DragaodaLameira a 26 de Agosto de 2010 às 01:36
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