podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
27 de Dezembro de 2010

 

 

1360 euros.

 

136 livros vendidos.

 

Vale a pena ACREDITAR.

 

Vamos Continuar em  http://www.carlosalmeida.org/

publicado por opoderdapalavra às 18:53
20 de Dezembro de 2010

 

Chega o Natal. Mais um. Nada mais, nada menos. Apenas mais um. Será mais um para muitos e será menos um para outros. Será um Natal imenso para muitos e vazio para outros. Será um Natal frio para uns e quente para outros. Será um Natal de abraços e beijos para uns e de solidão para outros. Será apenas mais um Natal, porque o Natal não é um dia, não é uma hora, não é um presente, não é um desejo, não é um aniversário...o que será o Natal?

Fiquem com este texto, que virá um dia, num lugar qualquer, numa situação qualquer, à vossa presença, de uma via que não será qualquer...:

"

- O que é essa palavra Natal? Vejo-vos todos os anos a celebrarem-no, mas nunca percebi porquê? É apenas mais um dia, nada mais... será por isso? - a sua pergunta enchia o seu olhar, difuso na sua escuridão, penumbra que acordava da sombria voz.

- O Natal? Como posso eu explicar-te o que não se consegue explicar, se não sentirmos, se não fecharmos os olhos e semearmos no nosso coração uma arvore onde podemos colocar todos os que encontramos, todos os que se cruzam connosco, e poder amá-los, senti-los, desfrutar da sua existência, da sua beleza, dos seus sorrisos, das suas lágrimas, do seu silencio, da sua voz, do olhar que se perde com o nosso, das brincadeiras, dos raspanetes, das palmadas ou estaladas, dos abraços e dos beijos que sobram como folhas que caem no outono. O natal é isso. Uma arvore que cresce dentro de nós, todos os dias da semana, todas as horas dos dias, todos os minutos das horas e todos os segundos dos minutos. Não pode existir natal se não tivermos essa mesma árvore dentro de nós. A azafama que vês todos os anos é o vazio. A corrida é o labirinto. A prenda é o túnel sem luz. As pessoas recebem prendas porque fazem parte uma lista. As pessoas desejam prendas porque não conseguem desejar algo melhor. As pessoas procuram prendas porque não conseguem encontrar-se.

- Mas tu há dias recebeste uma prenda. E gostaste. Porque dizes isso agora, do natal? E porque choras?

- Choro?

- Sim, essa lágrima que escorre na tua face. Ensinaste-me que chorar é sentirmos que uma flor do nosso jardim está doente, murcha, escondida do sol. Estás escondida, na sombra?

- Não. Mas fazes tantas perguntas. - o tom tornava-se um pouco irritado, molestado pela desenfreada cascata de perguntas. A lágrima eram agora duas, três, quatro e mais umas quantas que desciam copiosamente a pele sensível de Margarida. Não conseguia ser o domador de leões que vira no outro dia, ou mesmo a bela mulher que voava nos braços do musculoso Sartian, homem voador. Não conseguia ser a chefe da banda do circo que viram tão abraçados, como namorados, como irmãos.

- Acho que devo agora pedir desculpas, não é? Magoei-te. Sinto que o fiz e não devia.

- Não. Eu é que tenho de te pedir desculpas. As tuas perguntas são naturais. Há dias quando eu recebi a prenda, ela vinha do meu pai. Era uma boneca que eu tanto queria. E sabes porquê? Por causa do cabelo. Agora que não tenho nem um fio na minha cabeça, eu sempre desejei ter o cabelo daquela boneca. Lembro-me um dia de ir ao centro comercial e vê-la numa montra. Tinha cabelos brilhantes. Tinha uma sedosa imagem. Era uma princesa, como sempre sonhei ser. A princesa das Terras Douradas, como te tenho contado. E nessa montra também surgiu o meu reflexo, com um simples lenço na cabeça, lisa, vazia. Nesse dia chorei tanto. Por isso adorei quando o meu pai me trouxe a boneca. Ela é o meu sonho. Por isso a coloquei junto ao espelho, para assim que olho vejo o seu reflexo e não o meu.

- Mas isso é mentires-te a ti própria.

- Não, é sentir que afinal sempre sou a Princesa das Terras Douradas. Mas nesse lugar não existe a doença, o bicho mau que vem e nos leva dos que temos na árvore. Assim posso sonhar com um mundo melhor, com pessoas a sorrirem todos os dias, com abraços e carinhos. Assim posso sonhar que afinal nas ruas do meu mundo, as pessoas oferecem todos os dias o melhor que tem dentro de si a todos os que passam, a todos os que encontram no seu caminho. Assim posso sonhar que não precisamos de prendas sem sentido para dizermos ao outros que os amamos, nem precisamos de nos refugiar na prisão do nosso pensamento para podermos perdoar. Assim posso sonhar que afinal não há correrias, nem encontrões, nem mesmo discussões, apenas convívio aberto, sincero, deliciado no momento. Assim posso sonhar que não existe a palavra natal para termos de nos lembrar que precisamos de pensar nos outros. Assim posso ter a certeza que afinal o sonho é sempre superior ao pesadelo. Percebes?

- Sim. Acho que agora já percebi o que é o Natal. Afinal ele não existe fora, tudo isso é mentira. O Natal é apenas mais uma palavra que explica o que vive dentro de nós, e que muitas vezes escondemos porque pensamos que o mundo não nos compreenderá. O Natal é como o sentimento que o teu pai teve quando comprou a boneca. Não foi o comprar, foi o perceber que ela seria o teu sonho. E afinal ele ofereceu-te a boneca, e ainda falta tanto tempo para o Natal. (...)"

 

FELIZ DIA. HOJE, AMANHÃ, TODOS OS DIAS.

publicado por opoderdapalavra às 21:47
15 de Dezembro de 2010

 

 

 

Venho agradecer pessoalmente à empresa ESTRADAS DE PORTUGAL, e à sua colaboradora Lurdes Pereira, a possibilidade de venda de livros "Senhores da Vida e da Morte", inserido na campanha de venda para angariação para a associação ACREDITAR. Foram 100 livros vendidos. Fantástico.

Obrigado do coração a todos os que participaram.

Ser solidário não dói. Acreditar dói ainda menos. Ser-se capaz é tudo menos dor.

Vamos continuar. Sempre.

E nunca esqueçam:

"É sempre cedo demais para se morrer, nunca é tarde demais para se começar a viver."

publicado por opoderdapalavra às 23:20
06 de Dezembro de 2010

Sonho com uma noite
um punhado de horas onde a lua adormece o sol
uma quantidade de minutos  em que as estrelas acendem o céu
um momento onde sinto que o cheiro  se mistura com a madrugada
e onde chegam as migalhas de madeira  que aquecem os olhos
o azevinho que larga uma porção de aromas
odores que espalham os sorrisos pelas ruas frias
tremores de corpo que arrebatam os pensamentos
mentes que se embrulham nos cobertores da solidariedade
membros que dividem pedaços de pão quente
fome que morre à entrada de um abraço
beijo que humedece a lágrima que se solta
sonho com o infinito de cabeças
todas juntas
rodeadas pela chama, a fogueira que arde sem se ver
mas sente-se que nos fogueia o coração
e dele emana o enorme calor da paixão
a vontade de dar a mão
estender cinco dedos a quem nem um consegue ter
e todos aclamar-mos o Natal
sonho que tenho, bem junto de mim
e que alastro a todos os que comigo caminharem
agora mesmo, passo ante passo
sentido após sentido
em direcção da manhã
esse acordar que vem e nos traz a força de sermos todos
bem unidos
um Só.

publicado por opoderdapalavra às 19:46
02 de Dezembro de 2010

 

 

Ora vamos lá. O texto que a seguir vos vou presentear faz parte do meu novo livro. Quero que prestem muita atenção a ele e que imaginem um pequeno texto de 5 frases no máximo sobre a imagem ou o texto e enviem-me para zorbas33@gmail.com

O melhor texto terá direito a ler o primeiro capitulo do meu novo livro, de forma exclusiva.

Vá, dedos a mexer e imaginação a trabalhar. Ah, e o que ganhar, bem como outros que possam merecê-lo, irei colocá-los no meu site www.carlosalmeida.org.

O titulo? Bem, se quiserem adivinhar...

 

 

"O tempo é o bem mais precioso. Mais que o dinheiro em si, que o petróleo, diamantes, especiarias, impérios ou riquezas. É o tempo que marca a passada da Humanidade, que traça o caminho, que cria a batida rítmica da existência. A concepção do tempo é indicada por intervalos ou por períodos da chamada duração, o tempo que demora, que se torna um caminho, um tempo dentro do tempo. Durante os séculos o tempo foi estudo, por físicos, filósofos, foi disseminado por bruxos e feiticeiros, mas a relatividade de um senhor de nome muito profícuo, Einstein, idealizou o tempo como uma quarta dimensão, do Continuum espaço-temporal do Universo, que possuiu 3 dimensões espaciais e uma temporal. Conta-se o tempo como um acontecimento que ocorre atrás de outro e logo outro se atira a seguir. Contaríamos o infinito, pela infinidade de acontecimentos, e por ai fora. Mas podemos, quase por imediato, medir o quanto, o quanto um acontecimento demora a ocorrer após outra ocorrência. E este encontro com o tempo define a existência do todo, esse universo onde estamos, como Humanidade, incluídos. E essa nossa existência é formada por dois tempos. O que vivemos e o que deixamos. É sempre mais eterno aquele que fica. Mas somos sobreviventes no tempo de vida, nos dias e horas em que nos gladiamos pelos nossos desígnios pessoais e profissionais.(...)"

publicado por opoderdapalavra às 21:21
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