podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
24 de Outubro de 2010

 

 

Quero escrever sobre um amigo, um daqueles que está sempre pronto a um abraço, a um carinho, a uma atenção. Quero escrever sobre um amigo que não me julga, não faz mal entendidos, não cria mal-estar. Um amigo que está sempre pronto a uma brincadeira, está onde precisamos que ele esteja. Um amigo que me faz companhia nos momentos de tristeza, que me limpa as lágrima com o seu olhar, que me rasga um sorriso com a sua ternura, uma amigo que me ouve, que escuta as minha mágoas, ou as minhas alegrias, que guarda todos os segredos. Escrevo de um amigo que me ama, de verdade, sem pedir nada em troca, sem questionar o meu sentimento, sem resmungar, sem querer mandar na nossa relação. Um amigo que me espera, que não sai, que não procura outro canto para amar. Escrevo palavras à toa, muitas são elas, mas nunca nenhuma conseguirá descrever verdadeiramente o Verdadeiro Amigo que eu tenho, este tesouro. Não é o que está na foto, apenas porque quero ser egoísta, e guardar este Amigo, este Amor que me conquistou e me faz sentir livre. Obrigado a ti, Amigo.

publicado por opoderdapalavra às 23:22
21 de Outubro de 2010

 

Suave é o ritmo das tuas ondas

Alcanças a areia com a serena sensação do silencio

Vens e tocas as pedras que enlaçam a costa

Lanças os teus dedos nas formas do meu corpo

Abraça-lo com o intuito da paixão

Deixo-me ir em teu encontro

Lavando-me no encanto das tuas profundas virtudes

É o roçar dos sentidos

Momentos audazes em que nos beijamos

Sem os lábios

Sem a leveza do toque harmonioso

Apenas com o pensamento

Esse pensar que temos no intimo

Lugar onde apenas navegamos

Sem barco

Sem nau

Velas que voem no vento

Apenas com o balançar

De um simples

Único

Altivo

Pensar

Vadio caminho de te encontrar

Aqui

Ali

Onde quer que as tuas ondas

Essas que me vem olhar e amar.

 

publicado por opoderdapalavra às 22:37
14 de Outubro de 2010

O homem pode ter um lado muito negativo, e podemos atribuir muitos males ao Homem durante a História. Mas o Homem tem também o seu lado muito bom. A Riqueza do Homem está no seu coração, na sua forma de actuar perante a adversidade. Chile é um dos muito exemplos disso mesmo.

Viva o Chile. Viva o Positivo.

 

 

 

 

publicado por opoderdapalavra às 22:14
10 de Outubro de 2010

 

 

Acabo de receber uma apresentação notável sobre a Impermanência e os ciclos da Vida, escrito por Eckart Tolle, um autor que já abordei aqui a quando do Egoísmo. Ele tem uma frase inicial soberba:

“Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão

certo, e os ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram.”

Todos vocês já devem estar a pensar, o que é que esta frase tem de soberbo? Pois, é que a sua clareza e a sua verdade são soberbas, não porque nós as desconhecíamos, mas porque as esquecemos. Mas vamos continuando:

“Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que as coisas novas

aconteçam ou se transformem.

Se nos apegamos às situações oferecemos uma resistência nesse estágio,

significa que estamo-nos a recusar a acompanhar o fluxo da vida e que

vamos sofrer. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas

aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.

O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização

espiritual. Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado

por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à

dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha-se tornado vazio e sem

sentido e transformando-se em fracasso.

O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está

sempre encoberto pelo fracasso. No mundo da forma, todas as pessoas

“fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota.

Todas as formas são impermanentes....

Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos, e dentro

dele pode haver ciclos longos ou curtos. (…) Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida autoprotetora, e criar uma doença com o objectivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.

Enquanto a mente julgar uma circunstância “ boa”, seja um

relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo

físico, ela  apega-se e identifica-se com ela. Isso faz você se sentir bem em

relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.

Tudo acaba ou transforma-se: a mesma condição que era boa

no passado, de repente, se torna ruim. A mesma condição que fez você feliz

agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio

de amanhã. O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio

infeliz ou numa convivência infeliz.

A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha-se

apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um

membro estivesse sendo arrancado do seu corpo.

Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma

coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa.

Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de

descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou

ruins....

Observe as plantas e os animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que

é e a entregar-se ao Agora.

Deixe que eles lhe ensinem o que é Ser.

Deixe que eles lhe ensinem o que é integridade – estar em unidade, ser você

mesmo, ser verdadeiro.

Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer

um problema.”

 

Vivemos um momento de decadência. Social, cultural, espiritual, humana. Todos os dias estamos a ser bombardeados com imagens que nos agridem, e nos fazem sentir revoltados, mas também negativos. Somos um povo cada vez mais Sebastianista, esperando a chegada do Salvador. E nem nos damos conta que ele existe já entre nós, ele existe em cada um de nós. Todos nós somos o Salvador.

Eu também tenho sido parte deste movimento negativo, inconformado, mas resignado com o que temos. Pois em primeiro lugar temos de aceitar o que temos:

- O Sócrates é um produto nosso, da nossa cultura, das nossas correntes de pensamento, da nossa história. Ele é parte do passado, mas é o presente. Temos de aceitar esta verdade, porque senão nunca vamos aprender com os erros. Desde o 25 de Abril, façamos essa reflexão, quantos Sócrates já tivemos? Ou Guterres? Ou Soares? Ou Cavacos? Ou Barrosos? Ou Santanas?  E quantos mais iremos ter para aprendermos que eles, os políticos, são o fruto do que somos nós, como povo, como sociedade. Muitas vezes já nos interrogámos se esta politica não é o que merecemos, como qual castigo que nos infligiram. Não é castigo, é resultado apenas. E dou o exemplo: somos ou não um povo de interesses, somos ou não um povo que sempre foi capaz de favorecer um amigo em detrimento de uma pessoa capaz, nas coisas mais simples dos nossos dias. Eu assumo, já pedi “cunhas” e já as meti. Somos ou não um povo do desenrasca? Então, não é o que vemos neste momento nos políticos?  Como diz o texto, os ciclos podem ser longos ou curtos, e o fracasso não está dissociado do sucesso e vice versa. Será que precisamos de recuar tantos anos para chegarmos aos tempos em que tudo era possível, onde comprávamos como se não existisse amanhã, onde nos tornamos verdadeiras máquinas trituradoras de consumo? Não. Pois agora tudo é diferente, estamos afundados em dividas, em contas sem fim de linha, em falta de rendimentos, em recuos de consumos... estamos tudo isso é verdade, mas, pensemos, estamos porque o ciclo bom terminou, e estamos a atravessar um ciclo mau, resultado de todos nós. Mas este ciclo também terá o seu fim. Isso depende de todos nós.

- Temos de aceitar que somos Portugueses, com o que isso de bom e de mau terá. Temos de aceitar a nossa História e amá-la como nossa, como parte integrante da nossa existência. Mas temos primeiro de a conhecer. Um dia li um historiador escrever que a verdadeira história é a dos anónimos, pois bem, foram eles que criaram as nossas árvores genealógicas, e todos derivamos de uma. E somos Portugueses. Aceitemos o facto.

- Temos de aceitar que existe de facto mais Vida para lá disto tudo. No passado fomos um povo que soube dar a devida resposta aos factores de crise, social, politica, até quando foi necessário lutar pela independência. Aceitar a Vida é aceitar que ela é muito mais que um défice, que um imposto, que um plano de austeridade. Ela é muito mais do que a casa que devemos, do que o carro que não temos ou do que o dinheiro que nos falta. Ela é muito mais do que tudo que de material existe, ela é muito mais do que todos os nossos problemas, temos de aceitar que a Vida somos cada um de nós, como um ser existente. E se existimos, temos uma oportunidade, uma possibilidade de fazer, de alcançar, de tentar. A vida faz-se tentando, porque se não tentarmos, ninguém o fará por nós. E lembrem-se, a morte irá fazer parte do nosso percurso, é a verdade mais absoluta que temos, mas temos de a ter tão perto para percebermos que afinal devíamos ter tentado Viver?

O segundo passo depois de aceitarmos, é fazer. Temos de fazer acontecer:

- Acontecer uma onda positiva, onde todos podemos aprender uns com os outros, onde podemos debater os erros, o de todos, como povo, e nas oportunidades que a Vida nos vai dando, podermos estar à altura de mudarmos, mas mudarmos mesmo, não pensarmos que mudámos. A mudança não se pensa, faz-se. Os pensamentos ficam para as reflexões. Reflectimos, vemos os erros, vemos soluções e actuamos na mudança.

- Acontecer um sorriso na face do nosso próximo, através do nosso sorriso. Não vamos sorrir porque estamos a atravessar um mau momento, mas porque um sorriso pode valer um dia mais positivo. Nós somos energia, somos um íman energético, por isso quanto mais negativos que estamos, mais negativismo vamos receber. O contrario também acontece, quanto mais positivos estamos, mais positivismo vamos receber. Por isso vamos ser Positivos quanto ao Presente, Quanto à nossa Força de Mudar, à Nossa Capacidade de Resistir ao negativo.

- Acontecer a Coragem. Para mudar, para sermos mais forte, para conseguirmos ser mais Positivos temos de ter Coragem. No passado, como atrás já o referi, o nosso Povo já a teve. Ela hoje está perdida na sombra do nosso comodismo. “Os outros que façam...” Mas não são os outros que vão fazer, porque senão ninguém faz. Somos todos que temos de fazer, por isso ide buscar a Vossa Coragem de Aceitar, de Reflectir e de Fazer.

 

Sejamos honestos com a nossa existência. Não ofereçam resistência à vida. Aprendam, apreendam, compreendam, mas façam. Só assim algo pode mudar. Só assim o rumo do nosso pais poderá ser diferente. Entendam que numa eleição politica escolhemos os que nos representam, por isso saibam quem escolhem e porque escolhem. E peçam-lhe responsabilidades, pois a responsabilidade começa no momento do voto e não no da eleição. O poder começa em nós, o Povo. Mas temos de o saber usar. Com responsabilidade. E a responsabilidade não tem a ver com direita ou com esquerda, isso é, desculpem-me a expressão, a pílula de adormecimento que os políticos usam sobre nós. O que interessa é as pessoas e o que elas defendem, se isso está em conformidade com o vosso pensamento para o pais. Tenham Um Pensamento de como gostavam de ver o pais. Pensem, tenham coragem de o fazer. Não queiram continuar deprimidos. Sejam Positivos. Transmitam esse Positivo ao Próximo.

Façam Acontecer.

“Mais cego é o que não quer ver do que aquele que não vê”.

A Vida Acontece Agora!

Um Sorriso Para Todos.

publicado por opoderdapalavra às 23:27
05 de Outubro de 2010

 

 

Hoje, dia 5 de Outubro ,  comemoram-se 867 anos do Tratado de Zamora. O Tratado que deu a Portugal a identidade de um Pais, uma nação valente, como canta a Portuguesa. Durante séculos construiu-se um Império, um domínio para lá do horizonte marítimo. Durante anos e anos, homens de coragem, de força inegável, mulheres de vontade combativa, bateram-se pela independência deste lugar à margem de um Oceano crispado de bem aventurado para as conquistas que se avizinhavam.

Portugal conquistou o respeito, conquistou o mundo, descobriu novos horizontes e ofereceu uma língua, uma cultura, ofereceu uma nova visão. Durante este percurso muitos foram os erros, as decapitações de povos, o forçar uma nova crença, religião baseada numa demanda de poder. Mas quem não erra, qual foi a nação que não cometeu os seus erros colossais e que destruíram futuros e dizimaram presentes? Mas a história de um dos paises mais antigos do Mundo, foi marcada pelo enriquecimento histórico de um caminho feito de sangue, de querer e da vontade de chegar mais longe. Este foi o destino de um dia, em que por terras espanholas, assinaturas ditaram a independência de um Condado, espaço físico a que Portugal chamaria de berço.

Hoje, dia 5 de Outubro, comemoram-se 100 anos da Republica Portuguesa. Hoje comemora-se um século de existência da promiscuidade política, 100 anos da eloqüência e da imprudência do pensamento político, descuidado para com um povo inculto, esquecido na formação, na educação dos valores da história. Hoje comemora-se o regredir da história. Perdemos 100 anos em várias batalhas republicanas, numa ditadura que nos fez esquecer no mundo, numa democracia que nos fez afundar na globalização. Estúpidos e ignorantes são os que dizem que estamos melhor, porque temos mais estradas, mais escolas, mais tecnologia, mais cuidados de saúde, mas isso são apenas frutos colaterais do desenvolvimento de um globo, da evolução natural de um continente, na qual somos apêndice, e de quem recebemos o apoio para podermos sair da misera frustração de sermos os coitadinhos da Europa. Culturalmente somos os descendentes do Velho do Restelo, pobres de convicções, vazios de ambições, ocos de valores. Somos um poço sem fundo, sem água que nos possa preencher o conhecimento e enriquecer o espírito português. Temos demasiados fantasmas, sombras que ensombram o nosso designo.  E estes foram os últimos 100 anos. Vivemos um período em busca de uma identidade.

Hoje ainda escutava os discursos de políticos, onde diziam que a Republica veio defender a igualdade, os direitos, e as defesas dos cidadãos. Onde?

Onde estão as igualdades, quando atravessamos uma crise onde o mais pobre paga os vícios de uma classe política enfadonha e alimentada pela bolha do poder. O poder que lhes foi conferido por uma republica descuidada, longe do livre arbítrio, da liberdade de expressão, baseada na perseguição fortuita e desmesurada, que jogou as peças do xadrez pelos mesmos interesses que ainda permanecem nos dias de hoje, a defesa única e exclusiva da mentira nacional. Apesar de uma democracia, de um dito voto livre, ainda somos um pais que se conforma com a mentira barata, com a promessa esquecida. Vivemos 100 anos de Republica sem aprendizagem. A história serve para nos ensinar os proveitos, mas também os erros. Tivemos uma oportunidade soberana em mudar a mentalidade, em cortar com uma factura pesada que uma dos momentos da republica nos impôs, o Estado Novo, e não o fizemos, mas porque nunca houve interesse de o fazer. Senão como é que uma nação, que não esteja adormecida na velha e errada idéia de viver a democracia, aceitaria de forma algo irresponsável , três planos de austeridade que nos foram impostos, e no mesmo ano? Num momento em que fazemos, mais uma vez, contas à nossa vida de pais empobrecido, continuamos a aceitar as decisões dos responsáveis republicanos como factos normais, dentro da nossa cultura resignada. Nem uma manifestação em condições somos capazes de fazer. A Republica foi e continua a ser a pílula do adormecimento.

Onde estão os direitos dos cidadãos, quando não existem as responsabilidades dos dirigentes. A responsabilidade é um dever soberano. E esse dever é que poderá conferir o direito ao dever de cidadania.

Onde estão as defesas dos cidadãos, quando temos uma constituição que refere que o Estado tem o dever de defender e proteger os cidadãos. Onde está essa defesa de um povo que está cada vez mais à beira do abismo cultural?

Não sou pessimista, apenas temos de olhar a realidade do que somos, dos 100 anos de Republica que hoje se comemoram, mas também dos 867 anos de Nação que ninguém comemora. Temos valores acrescentados entre nós, mas são apenas migalhas encobertas, pela estúpida maneira elitista de pensar o pais. Somos uma nação que ficou esquecida, e agora somos apenas os filhos de uma vontade de sermos os contra producentes do sangue daqueles que desejaram a independência dos nossos vizinhos espanhóis. Agora já não queremos essa independência, mas mais porque nos sentimos e reconhecemos fracos para lutar, para enfrentar os verdadeiros inimigos desta nação dita valente... os nossos governantes.

A Monarquia estava decadente, corrupta, ditadura, mas não se constrói de novo um pais...adormecendo-o. Perdemos 100 anos na nossa história, porque não se ganha quando apenas, 100 anos depois, podemos dizer que o melhor que tivemos foi...não acreditarmos no pais que um dia já fomos.

publicado por opoderdapalavra às 17:12
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