podes pensar, podes falar, mas tudo o que escrevas tem o poder de ficar.
04 de Fevereiro de 2009

 Crise!

É a palavra que varre os dias, os noticiários, as conversas de café, rua ou mesmo trabalho, os jornais, os pensamentos, as depressões, doenças e mesmo a própria morte, talvez...

A crise é a demanda do final de década. Mas agora que existe crise, agora que tudo parece se desmoronar como um castelo de cartas se tratasse, onde estão os grandes gurus da gestão, das leis econômicas, os pensadores que entupiram todos os modelos de filosofias de “Como gerir uma empresa com sucesso”? Onde estão esses vendedores de promessas de fortunas, pregadores do fácil dinheiro, da facilidade em enriquecer, ganhar poder? Vejo que afinal os modelos da gestão esgotaram-se no vazio da prosperidade, pois não foi uma corrente idealista em gestão de empresas, mas sim um labirinto percussionista de como lucrar com os meios mais sórdidos que se possam imaginar. Afinal muitos foram aqueles que aproveitavam os ditos lucros e em vez de os investirem mesmo no desenvolvimento e crescimento sustentado das empresas, não, umas acções, umas offshore, talvez mesmo o enriquecer de bens pessoais eram mais importantes... mas agora que o dinheiro parece ter terminado, e gastou-se o que existia e mais, o que não existia, crise!!!!

Soaram todos os alarmes, avisaram-se todos os senhores do dinheiro, enterrou-se uma classe social capaz de sustentar uma economia, e vamos a isso, vamos à crise. E soluções:

1)    Despedir. É fixe. Afinal para quê ter-se tanta gente a trabalhar, a laborar com ordenados miseráveis, com os filhos em casa a precisar deles...assim até se promoveu, com os despedimentos, a união e o convívio familiar. Enfim, parece que agora virou moda despedir. Porque é que não se faz algo muito simples. Despede-se toda a gente e assim poupam-se folhas e folhas de papel de jornais, horas a fio de televisão, mas esperem...também não dava para haver isso, pois se todos estavam despedidos...se calhar então esperávamos todos pela vinda do Messias Salvador. Mas é verdade, pergunto, já viram algum político ser despedido? Porque será que não o são?

2)    A política do medo. Agora é pratica corrente as empresas usarem e abusarem da política do medo: isto está muito mal, se calhar não vamos conseguir aguentar, se não trabalharmos 24 horas por dia isto vai ao fundo... bem penso que todos já perceberam a idéia. Mas o que é mais espetacular é que existem empresas bem de saúde financeira, mas ou estão inexplicavelmente a fechar ou então estão sempre muito mal nas palavras dos seus diretores, mas até estão bem na parte financeira...

 

Com isto gostava de dizer. No momento em que a prosperidade é o rio que percorremos, tudo é fácil, tudo é uma corrente serena, tranqüila. Mas quando se aproxima o precipício, onde muitos se podem ferir, não vejo os despedimentos fáceis, as políticas do medo, as ruas sem saída como a solução. É nos momentos difíceis que se vê quem realmente tem seriedade, quem sabe falar a verdade, quem tem a coragem de enfrentar o medo e abraçar o erro, aprender e apreender com ele, olhar em frente, dar as mãos a quem está consigo e atravessar a queda de água, pois sabe que da crise saiu mais forte e mais preparado.

E já agora, pergunto, porque é que cada vez mais a política não é séria? Porque é ela que está também esgotada como a conhecemos. Pois já não é política, mas sim jogo de interesses orquestrados, é a hipocrisia montada num circo de influências e defesa de uma elite vazia, oca e sem nenhum futuro, garanto-vos. Mas também vos digo, não á a anarquia que é a solução. É a Verdadeira Democracia, aquela verdade de o povo é quem mais ordena, mas na sua verdadeira afirmação, não numa suposta revolução vadia, onde apenas foram libertos a vontade do poder, a obscuridade de uma farsa e com o povo a continuar preso, numa piro prisão, a da mentalidade do vazio.

Enfim...e tudo por causa de uma crise. 

publicado por opoderdapalavra às 23:39

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